A Administração Nacional para a Aeronáutica e Espaço (Nasa) lançou neste domingo (30/08), do Centro Espacial Kennedy, o telescópio espacial Nancy Grace Roman. O equipamento, de US$ 4,3 bilhões (R$ 22,3 bilhões), foi transportado por um foguete Falcon Heavy da SpaceX para estudar buracos negros, estrelas em explosão e planetas distantes.
O telescópio segue para um ponto de observação a 1,6 milhão de quilômetros de distância, local onde já opera o James Webb. A previsão é que a sonda chegue ao destino em mais de três meses e comece a transmitir as primeiras imagens no início de 2027.
Com dimensões semelhantes às de um ônibus, o Roman opera de forma similar ao Hubble, lançado em 1990. No entanto, o novo aparelho possui um campo de visão mais de 100 vezes superior ao do antigo modelo. Segundo cientistas da Nasa, observações que o Roman realiza em um mês levariam um século para serem completadas pelo Hubble.
A capacidade de coleta de dados também é superior. Enquanto o Hubble acumulou 400 terabytes em 35 anos, a expectativa é que o Roman produza mais de 500 terabytes por ano. O sistema conta com uma câmera infravermelha mil vezes mais rápida que a do Hubble e um coronógrafo experimental para bloquear a luz de estrelas e fotografar planetas tênues.
O projeto visa aumentar o conhecimento sobre a energia escura e a matéria escura. O catálogo de galáxias gerado ajudará a determinar a velocidade de expansão do universo sob a influência dessas forças. O equipamento foi projetado para aceitar reabastecimento caso tanques robóticos sejam disponibilizados na próxima década.
O Telescópio Espacial James Webb, lançado no fim de 2021, complementa a operação ao observar o universo em comprimentos de onda diferentes dos utilizados pelo Hubble e pelo Roman.


