Uma proposta de espaçonave de reconhecimento visa mapear minerais de corpos celestes, como Lua, asteroides e luas de Marte, utilizando espectroscopia Raman a partir de órbita. O projeto, que não exige pouso, busca responder à questão da composição de materiais para missões de longo prazo da NASA.
O objetivo central é determinar se a espectroscopia Raman, técnica que identifica minerais por suas assinaturas moleculares, pode operar a distâncias de 30 a 50 km durante sobrevoos ou arcos orbitais. Atualmente, o uso da técnica em planetas tem sido restrito a medições feitas a metros de distância por rovers.
A missão de referência, que emprega propulsão solar elétrica, prevê três etapas de reconhecimento. A primeira consiste em uma órbita polar lunar de 50 km para mapear gelo e ilmenita. Em seguida, haverá um sobrevoo de 30 km de um asteroide próximo à Terra para identificar silicatos, metais e orgânicos. Por fim, uma órbita de 30 a 50 km de Fobos ou Deimos detectará fases ricas em voláteis, informando a logística de missões a Marte.
Para validar a viabilidade, um estudo inicial foca em três questões: se as linhas Raman de minerais chave podem ser detectadas com sinal adequado a 50 km; se o apontamento do feixe pode ser estabilizado durante sobrevoos rápidos; e se uma espaçonave de 300 kg suporta a arquitetura da missão em todos os destinos.

