A Neoenergia S.A. registrou margem bruta de R$ 4,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, um aumento de 5% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi marcado pela renovação de contratos de concessão e crescimento nas redes, embora o lucro atribuído aos acionistas tenha caído 45%.
O EBITDA da companhia atingiu R$ 3,5 bilhões no 2T26, representando um crescimento de 11% em comparação ao 2T25. A retração no lucro foi atribuída a efeitos não recorrentes registrados em 2025, como créditos tributários extraordinários e o aumento das despesas financeiras devido à expansão da dívida para o plano de investimentos.
No segmento de Redes, a empresa alcançou 17,155 milhões de clientes ativos, um crescimento de 2% sobre o 2T25. Um marco estratégico foi a prorrogação antecipada por mais 30 anos dos contratos de concessão das distribuidoras Neoenergia Coelba, Neoenergia Cosern e Neoenergia Elektro, o que garante estabilidade regulatória de longo prazo.
Os investimentos (CAPEX) consolidados somaram R$ 4,0 bilhões no acumulado de 2026, focados na modernização da infraestrutura de distribuição. Além disso, a companhia avançou na agenda ESG, obtendo financiamentos de R$ 764 milhões junto à Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) para metas de sustentabilidade.

