O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou a proposta de paz apoiada pelos Estados Unidos para Gaza. Ele condicionou a retirada das tropas israelenses ao desarmamento efetivo do grupo Hamas, enquanto o Hamas pediu que os EUA intensifiquem a pressão sobre o governo israelense.
A recusa de Netanyahu ao documento de quinze pontos, que estabelece os próximos passos do acordo, concentra-se no impasse entre o desarmamento do Hamas e a retirada das forças israelenses. O plano prevê que ambas as medidas avancem de forma coordenada, mas o governo israelense defende que a retirada só ocorrerá após a eliminação do arsenal do grupo.
Apesar da divergência, a estrutura americana responsável pela implementação do acordo passou a indicar que a retirada israelense dependeria do desarmamento completo do Hamas. Netanyahu afirmou que Israel busca o desarmamento efetivo e rejeita medidas que considere parciais, mantendo conversas com os Estados Unidos para discutir as diferenças.
A posição de Netanyahu ocorre em meio à pressão de aliados de direita, que defendem uma postura mais rígida contra o Hamas. O acordo faz parte do processo de cessar-fogo anunciado em outubro, mas sua continuidade depende de novas negociações sobre os pontos de consenso entre as partes.


