Um neurologista explicou que o crack atinge o cérebro em cerca de 10 a 15 segundos após ser fumado, provocando uma euforia extrema que estabelece um alto potencial de dependência da substância.
Segundo o neurologista Mário Silva Jorge, a rapidez da droga ativa o sistema de recompensa cerebral. Ele afirmou que, após ser inalada, a substância chega ao cérebro rapidamente, gerando uma descarga intensa de substâncias ligadas ao prazer, principalmente a dopamina.
Quando o efeito do crack passa, o cérebro busca novamente a sensação de prazer, o que leva o indivíduo a consumir a droga novamente. O especialista declarou que essa dinâmica faz com que o crack vicie de forma mais intensa e rápida que outras substâncias. Além da dependência, o uso contínuo pode causar consequências graves, como aumento do risco de AVC, crises convulsivas e deterioração progressiva da memória e atenção.
O tratamento para a dependência é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A porta de entrada é a rede municipal, incluindo as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que oferecem acompanhamento médico, psicológico e social. Em São Paulo, entre janeiro e maio de 2026, foram registradas 10.961 internações por dependência química.


