O Centro de Previsão Climática (CPC), vinculado à agência oceânica e atmosférica norte-americana (NOAA), informou nesta quinta-feira (9) que há 81% de chance de o El Niño atingir a categoria de “muito forte” entre outubro e dezembro de 2026.
A projeção indica que o fenômeno pode entrar para a lista dos maiores eventos climáticos desde o início dos registros modernos, em 1950. O aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial avançou e a interação entre oceano e atmosfera tornou-se mais evidente, segundo a agência.
O índice Niño-3.4, referência para o monitoramento, atingiu +1,2°C na última medição semanal, superando o cenário de neutralidade observado em maio. A NOAA estima em 97% a probabilidade de o fenômeno persistir até o início da primavera de 2027 no Hemisfério Norte.
Especialistas alertam que o aquecimento global potencializa os efeitos do El Niño. No Brasil, o fenômeno costuma elevar o volume de chuvas no Sul e intensificar o tempo seco e quente em partes do Norte e Nordeste.

