A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) elevou a probabilidade de o atual El Niño atingir intensidade “muito forte” nos próximos meses. A nova projeção indica 81% de chance do fenômeno ocorrer entre outubro e dezembro deste ano, alertando o agronegócio global sobre possíveis impactos na produção agrícola.
O El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, altera a circulação atmosférica e os padrões de chuva no planeta. A NOAA estima, ainda, 97% de chance de o evento se manter ativo até o início de 2027, sinalizando um período de maior intensidade e duração.
Para o agronegócio brasileiro, os efeitos esperados incluem a redistribuição das chuvas. O Sul pode se beneficiar de maior disponibilidade hídrica, favorecendo culturas como soja e milho, mas o excesso de água pode elevar custos com defensivos. Já no Centro-Oeste, a preocupação reside na irregularidade climática, que pode comprometer o calendário da soja e o plantio do milho safrinha.
A produção de café e cana-de-açúcar também está sob monitoramento. Temperaturas elevadas e chuvas irregulares podem afetar o potencial produtivo do café no Sudeste. O mercado acompanha o fenômeno, pois alterações climáticas costumam gerar movimentos nos preços internacionais das commodities agrícolas.

