A optometrista Evellyn Caroline, de 33 anos, noiva de um guarda civil metropolitano, relatou que seu companheiro enfrentava problemas de saúde mental sem apoio da corporação. O guarda morreu em junho deste ano, e a causa da morte está sob investigação da Guarda Civil Metropolitana (GCM).
O guarda civil, que atuava na Ronda Ostensiva Municipal (Romu), tinha sua base de trabalho na Vila Prudente, Zona Leste de São Paulo. Evellyn Caroline afirmou que o companheiro também mencionava que outros servidores da corporação enfrentavam questões de saúde mental, e que a instituição não oferecia suporte adequado.
Em outubro de dois mil e vinte e cinco, após uma tentativa de suicídio, o guarda foi afastado das atividades de rua e realocado para função interna. Durante esse período, ele ficou sem acesso a armamento e recebeu acompanhamento psicológico por cerca de um mês. Depois, foi considerado apto a retornar ao serviço externo.
A família, segundo a noiva, não recebeu suporte da corporação após o falecimento. Ela também busca o laudo que autorizou o retorno do guarda às atividades externas, mas não obteve o documento nem resposta da GCM.
Dados de um levantamento indicam que, desde dois mil e vinte e um, foram registrados quinze suicídios e quatro tentativas entre guardas civis metropolitanos de São Paulo. No mesmo período, mais de dois mil e trezentos servidores precisaram se afastar por motivos de saúde mental.


