Fernando de Noronha, arquipélago pernambucano, utiliza um sistema híbrido de energia que soma fontes renováveis e geração emergencial para assegurar o fornecimento elétrico. O modelo foi implementado após um apagão de 24 horas em 2007, quando turbinas da usina Tubarão entraram em combustão.
A ilha, dependente do turismo e da preservação marinha, exige fornecimento constante de energia para manter serviços vitais, como postos de saúde e comércios. O episódio de 2007 marcou o início da atuação da empresa DCDN no sistema de energia local, que assumiu a operação e manutenção.
Atualmente, o fornecimento combina geração solar com uma estrutura emergencial mantida pela DCDN. Luiz Antonio Trotta, proprietário da empresa, explicou que o sistema busca uma geração centralizada na unidade consumidora. Ele comentou que falhas na rede de transmissão podem comprometer até projetos com geração própria, como os eólicos.
No setor emergencial, o funcionamento ocorre com geradores instalados diretamente na unidade do cliente, como hotéis e pousadas. Segundo Trotta, esse arranjo entra em operação automaticamente em caso de falta de energia da concessionária.

