A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou uma nova política de elegibilidade que restringe competições femininas a atletas do sexo biológico feminino. A medida afeta a participação da atleta Tifanny, que representa o Osasco São Cristóvão Saúde desde dois mil e vinte e um, clube paulista.
O Osasco São Cristóvão Saúde manifestou-se após a decisão, afirmando ter sido “surpreendido” pela mudança. Segundo o clube, a normativa foi implementada sem participação prévia. O departamento jurídico da equipe avalia o texto da regra para definir os próximos passos, mas o Osasco declarou “integral apoio a Tifanny”.
A Federação Paulista de Volleyball (FPV) também se pronunciou sobre o tema. A entidade informou que, visto que o Campeonato Paulista começou antes da publicação da nova política, medidas serão tomadas para competições futuras após análise jurídica e de saúde. Assim, a atleta segue liberada para disputar o torneio estadual.
A nova diretriz da CBV visa adequar-se às normas do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB). O critério exige a apresentação de resultado negativo para o gene SRY. A norma anterior permitia a participação de mulheres trans se os níveis de testosterona sérica estivessem abaixo de um limite específico.


