Uma alteração na legislação americana afeta a contribuição catch-up em planos 401(k), 403(b) e 457(b) a partir de janeiro de 2026. Pessoas com renda superior a 150 mil dólares perdem a opção de dedução pré-imposto.
A mudança decorre da Seção 603 do SECURE 2.0 Act, aprovada pelo Congresso em dezembro de 2022. O Fisco dos EUA adiou a vigência original, que seria em janeiro de 2024, por dois anos. A nova regra obriga que as contribuições catch-up de trabalhadores bem remunerados sejam direcionadas para contas Roth, ou seja, com dinheiro após impostos e sem dedução imediata.
O critério de renda para determinar a mudança é de 150 mil dólares, baseado nos ganhos FICA do ano anterior. Segundo a CAPTRUST, se os ganhos de 2025 ultrapassaram esse valor, as contribuições de 2026 devem ser em Roth. A agência levantou o limite de 145 mil dólares para 150 mil dólares em 13 de novembro de 2025.
A perda da dedução gera um custo fiscal imediato. Um trabalhador na alíquota federal de 24%, contribuindo o valor total de 8 mil dólares, enfrentaria cerca de 1.920 dólares adicionais em impostos. Em uma alíquota marginal combinada de 38%, esse custo sobe para aproximadamente 3.040 dólares.
Para empregadores, a falta de oferta de opção Roth impede que trabalhadores acima de 150 mil dólares realizem contribuições catch-up. A CAPTRUST confirmou que a maioria dos planos já incluiu a funcionalidade Roth, mas os 4,4% restantes precisarão se adaptar até o final de 2026 para cumprir a legislação.


