O futebol brasileiro iniciou o fim de semana com a aplicação das novas regras anticera. As mudanças visam aumentar o tempo efetivo de jogo e já geraram impactos nas partidas, exigindo novos critérios dos árbitros.
Diretor de Arbitragem da CBF, Netto Góes, afirmou que o primeiro fim de semana apresentou um balanço positivo, embora seja cedo para consolidar os resultados. O aumento do tempo de bola em campo contribui para um jogo mais dinâmico e melhora a experiência do torcedor.
Em um jogo entre Fluminense e Palmeiras, um árbitro precisou sinalizar para impedir a formação de aglomerações. Outra aplicação ocorreu quando um atleta precisou deixar o campo por um minuto após atendimento médico, seguindo novo protocolo. No confronto entre Vitória e Botafogo, um jogador recebeu cartão vermelho por cobrir a boca durante discussão.
O presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sandro Meira Ricci, declarou que a mudança demanda adaptação de atletas, clubes e comissões técnicas. Ele disse que a integração entre arbitragem e futebol permite construir um jogo mais dinâmico.
Apesar dos avanços, a aplicação das regras não foi uniforme. Houve questionamentos sobre o momento exato do início da contagem regressiva para a reposição da bola. Nos nove primeiros jogos da 23ª rodada, a bola rolou, em média, por 55 minutos e 29 segundos, superando os 52min54s de referência em 4,9%.


