A chikungunya, arbovirose transmitida por mosquitos, tem sido um problema de saúde no Brasil. Anúncios sobre novos imunizantes aumentam a expectativa de prevenção, com a submissão do CHIKV VLP à Anvisa e o início da produção da Butantan-CHIK.
A doença, confirmada no país em dois mil e quatorze, causa dores articulares persistentes. Em maio, a Anvisa autorizou o Instituto Butantan, em São Paulo, a produzir a Butantan-CHIK, em parceria com a farmacêutica Valneva. Este imunizante utiliza vírus vivo atenuado e é indicado para pessoas de dezoito a cinquenta e nove anos com risco de exposição.
Paralelamente, a Eurofarma submeteu à Anvisa o pedido de análise do imunizante CHIKV VLP. Esta vacina, aplicada em dose única, usa partículas semelhantes ao vírus e já foi aprovada em países como Estados Unidos e União Europeia. O Ministério da Saúde informa que a imunização piloto da Butantan-CHIK abrange municípios em Alagoas, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Sergipe e São Paulo, com cerca de 48.000 doses aplicadas.
Pesquisadores da USP e da Universidade de Bonn testam uma terceira estratégia, ainda em fase pré-clínica. Essa candidata modifica o material genético do vírus para reduzir o risco de replicação, buscando uma resposta imunológica similar às vacinas vivas. Os resultados em camundongos mostraram maior produção de anticorpos.
Apesar dos avanços, especialistas alertam que a redução da chikungunya depende da combinação entre vacinação e controle do mosquito Aedes aegypti, visto que nenhuma vacina possui eficácia de cem por cento.


