O sistema EES, que exige foto e impressão digital em entradas no Espaço Schengen para cidadãos de fora da UE, gera filas longas em aeroportos europeus. Devido à lentidão, companhias aéreas em Paris e Amsterdã desativam o controle em momentos de grande fluxo de passageiros.
A Comissão Europeia defende o EES como um avanço na segurança das fronteiras externas, visando detectar fraudes e ultrapassagens de tempo de permanência. No entanto, a implementação do novo procedimento tem gerado problemas operacionais em vários pontos de entrada.
Em aeroportos movimentados, a adição de coleta biométrica ao controle de passaporte prolonga as filas. Segundo a companhia Air France-KLM, em períodos de alta demanda, o sistema é desligado para garantir a fluidez do tráfego em locais como Paris e Amsterdã. O chefe da Lufthansa, Carsten Spohr, também apontou que o tempo de espera excessivo tem feito com que passageiros percam voos subsequentes.
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) alertou em fevereiro que a combinação de falta de pessoal, falhas técnicas e grande volume de passageiros pode resultar em filas de quatro horas ou mais durante a alta temporada. A Comissão Europeia contesta, afirmando que o sistema, como um todo, oferece benefícios de segurança.
Em Bruxelas, o congestionamento causou atrasos em centenas de voos, levando a Comissão a permitir a suspensão temporária da coleta de dados biométricos em situações excepcionais. No aeroporto de Praga, a polícia de imigração confirma que, apesar do sistema funcionar tecnicamente, a complexidade do EES está aumentando os tempos de espera, especialmente nos horários de pico.


