Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) criaram um exame de sangue capaz de detectar sinais de diferentes tipos de tumores em uma única amostra. A tecnologia também estima o órgão de origem da doença, buscando alterações antes da identificação por métodos convencionais.
O teste analisa pequenos fragmentos de DNA presentes na corrente sanguínea, liberados quando as células morrem. Os cientistas observaram mudanças químicas no DNA, chamadas metilação, que funcionam como marca molecular ligada aos tecidos de onde as células se originaram.
O estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, mostrou precisão geral de cerca de 63% na identificação de cânceres em estágios iniciais. Para tumores de fígado, pulmão, ovário e estômago, a precisão alcançou aproximadamente 55%. O sistema atingiu até 85% de acerto ao diferenciar doenças originadas no fígado e no pulmão.
A aplicação do método pode auxiliar na investigação de pacientes com sintomas suspeitos. Um exame desse tipo poderia indicar quais órgãos precisam de maior atenção, evitando procedimentos invasivos inicialmente. A equipe também desenvolveu um sistema para reduzir o ruído do DNA saudável, mantendo o custo estimado do teste abaixo de US$ 20 por exame.
Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores afirmam que a tecnologia ainda está em fase de pesquisa. Novos estudos e validações são necessários antes que o exame possa substituir os métodos tradicionais de diagnóstico na rotina médica.


