Moradores de uma vila rural no país reclamam do cheiro e do ruído gerados pelas atividades agrícolas locais. Agricultores defendem que o uso de esterco e digestato é essencial para a saúde do solo e exigem que novos moradores se adaptem ao ambiente produtivo.
O processo de colheita de grãos, adubação com digestato e plantio subsequente de repolho, segundo o agrônomo Josef Nedbal, segue um método que não pode ser ignorado. Nedbal explicou que, dependendo da origem do adubo, como o digestato de estações de biogás, o odor pode ser menor. No entanto, o uso de composto ou esterco bovino intensifica o cheiro.
Os moradores de Vestce manifestaram reclamações, e a prefeitura precisou publicar um comunicado em seu site para assegurar que não havia ocorrência de algum acidente. O prefeito afirmou que a administração trabalha para acelerar os processos e reduzir o incômodo causado pelo odor.
O presidente da Câmara de Grãos, Jan Doležal, afirmou que o uso de fertilizantes orgânicos é mais benéfico para o solo do que os industriais, pois solos com matéria orgânica retêm melhor a água. Ele ressaltou que quem se muda para uma vila próxima à capital deve esperar que haja atividade agrícola no local.
Em países vizinhos, como na Polônia, o governo propõe leis que protegem os agricultores em relação aos demais habitantes. Na França, já existe a regra de que quem se muda para um empreendimento agrícola existente deve tolerar seu ruído e odor habituais. O presidente da Associação de Agricultura Privada, Jaroslav Šebek, sugeriu que novos residentes fossem informados por escrito sobre a produção agrícola.


