A Nvidia estaria testando configurações com menor capacidade de memória para seus aceleradores de próxima geração, os Rubin Ultra. Essa movimentação gera preocupação entre investidores do setor de semicondutores, especialmente em relação à demanda por memória de alta largura de banda (HBM). Os testes, que variam entre 192GB e 288GB, são atribuídos a restrições no fornecimento de HBM4e, segundo a análise de um relatório de pesquisa.
A necessidade de memória rápida é central no crescimento da inteligência artificial, impulsionando o mercado de HBM para empresas como a Micron Technology e a SK hynix. O conceito de ‘despec’, ou redução de especificações de um componente, preocupa os acionistas da Micron, pois menos HBM significa menor volume de vendas de memória. Um relatório da BofA Global Research indica que a Nvidia avalia essas configurações menores devido a atrasos na qualificação do HBM4e e à escassez de suprimentos.
Entretanto, a análise do banco aponta que a queda de desempenho ocorre drasticamente abaixo de 500GB, sugerindo que o mercado pode retornar a capacidades maiores à medida que o fornecimento melhorar. Documentação técnica da própria Nvidia mostra que o GPU Rubin padrão suporta até 288GB de HBM4 e 22 terabytes por segundo de largura de banda de memória.
O setor, contudo, avança em direção a mais capacidade. A BofA observa que as gerações futuras de HBM4e e HBM5 já estão sendo projetadas com pilhas de 12 e 16, suportando cerca de 500GB a 1TB por acelerador. A tendência maior, segundo o relatório, é que 1TB se torne um requisito para os Rubin Ultra, especialmente com a demanda por cargas de trabalho físicas.
Apesar do risco de volume temporário para a Micron e a SK hynix devido ao lançamento inicial de versões com menos memória, o crescimento do setor permanece forte. As cargas de trabalho de IA exigem cada vez mais memória, e os testes atuais parecem ser um reflexo de um gargalo de suprimento de curto prazo, e não uma mudança na necessidade fundamental dos sistemas de IA.


