O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) decidiu não acionar o plano emergencial de suspensão na geração de energia neste Dia dos Pais. Embora um sinal de alerta tenha sido emitido para as distribuidoras, a medida de corte não foi necessária após gestão no sistema para equilibrar oferta e demanda.
O plano de corte na geração, conhecido como ‘curtailment’ no setor, é acionado quando o sistema apresenta excesso de geração e baixo consumo, o que pode levar a um colapso e apagão. O ONS tenta, primeiramente, reduzir a oferta nas grandes hidrelétricas do sistema interligado nacional. Se isso não for suficiente, o corte é estendido às pequenas usinas, como PCHs, biomassa, eólicas e solares de menor porte.
O cenário deste domingo decorre da forte produção de energia solar em telhados e do baixo consumo, típico de fim de semana, com menor demanda da indústria e do comércio. O ONS afirmou que o corte havia sido “previamente comunicado aos agentes envolvidos”, mas a gestão em tempo real manteve o equilíbrio entre oferta e demanda.
Em situações passadas, o sistema demonstrou estresse. No Dia dos Pais do ano passado, a geração distribuída respondeu por 37,6% da demanda. Naquele momento, o ONS cortou 98,5% do potencial de geração eólica e solar centralizada, restando apenas 2 gigawatts (GW) de geração flexível para manejo.


