O Conselho de Segurança da Nações Unidas realiza nesta sexta-feira, dia 21, uma segunda votação indicativa para avaliar os oito candidatos ao cargo de secretário-geral da organização. A votação, que ocorre a portas fechadas, envolve os quinze integrantes do Conselho e reflete as divisões entre os membros.
O atual secretário-geral, António Guterres, deixará o cargo em 31 de dezembro, após completar dois mandatos de cinco anos. A disputa atual reúne cinco candidatas e três candidatos. A maioria dos nomes provém da América Latina, região que busca o posto com base na tradição de alternância geográfica da ONU.
Na primeira rodada, realizada em 30 de julho, Rebeca Grynspan, da Costa Rica, recebeu o maior número de votos favoráveis. Entre os concorrentes estão Carolyn Rodrigues-Birkett, da Guiana; Rafael Grossi, da Argentina; Michelle Bachelet, do Chile; María Fernanda Espinosa, do Equador; Olara Otunnu, de Uganda; Macky Sall, do Senegal, e Ivonne Baki, também do Equador.
O resultado desta segunda votação pode mudar a posição relativa dos concorrentes e indicar quais campanhas têm chance de prosseguir. O analista Daniel Forti, do International Crisis Group, disse que os diplomatas esperam mudanças na distribuição dos votos em relação à rodada anterior. O processo pode levar ao abandono da disputa por alguns candidatos se o apoio for insuficiente.
Para ser indicado pelo Conselho de Segurança, um candidato precisa obter pelo menos nove votos dos quinze membros e não receber veto dos cinco membros permanentes. O processo ocorre em um contexto de dificuldades para a organização, com divisões entre potências limitando a atuação do Conselho em conflitos diversos.


