A busca de Sam Altman por uma avaliação de um trilhão de dólares para a Oferta Pública Inicial (IPO) da OpenAI entra em conflito com a necessidade da SoftBank de quitar um empréstimo de 40 bilhões de dólares em 2027. Essa tensão afeta acionistas de Microsoft e Nvidia, que possuem participação na empresa de inteligência artificial.
A OpenAI protocolou um S-1 confidencial junto à Comissão de Valores Mobiliários em junho. Após a rodada de financiamento de março de 2026, a empresa possuía uma avaliação privada pós-money de cerca de 852 bilhões de dólares. Relatórios indicam que a receita da OpenAI em 2025 ficou próxima de 13 bilhões de dólares e a de 2026 deve atingir cerca de 2 bilhões de dólares mensais.
Altman informou a investidores que não aceitará que a companhia seja listada abaixo de 1 trilhão de dólares, o que exige que o IPO atinja esse patamar. Para financiar sua participação ampliada na OpenAI, a SoftBank contratou um empréstimo ponte não garantido de 40 bilhões de dólares, com vencimento em março de 2027.
O empréstimo ponte visa cobrir o período até um momento de liquidez específico, que se alinha com o quarto trimestre de 2026 ou o primeiro trimestre de 2027 para o IPO. Se o mercado não aceitar a avaliação de 1 trilhão de dólares para a desenvolvedora do ChatGPT, a SoftBank precisará refinanciar em condições mais difíceis ou a empresa terá que aceitar uma capitalização menor.


