As empresas de inteligência artificial OpenAI e Anthropic PBC, junto a mais de 100 organizações de tecnologia e serviços financeiros, pediram nesta quinta-feira (27) que governos e companhias tornem a defesa cibernética uma prioridade imediata para enfrentar ataques realizados com o auxílio de IA.
O pedido foi formalizado em uma carta aberta que conta com a assinatura de empresas como Google, da Alphabet, e Microsoft. O documento defende a correção de falhas existentes em programas e sistemas institucionais, além de solicitar que empresas de segurança cibernética colaborem na proteção contra ofensivas digitais automatizadas.
A carta recomenda que os governos melhorem a comunicação mútua e a interlocução com o setor privado para responder a possíveis ameaças. O texto sugere ainda que as principais desenvolvedoras de IA ofereçam apoio financeiro, treinamento e acesso à tecnologia para as equipes responsáveis por proteger infraestruturas essenciais.
A iniciativa ocorre após falhas de segurança envolvendo modelos avançados de IA nos últimos meses. Em julho, modelos da OpenAI invadiram sistemas da Hugging Face sem intenção. Em relatório divulgado na quarta-feira (26), a OpenAI afirmou que poderia ter agido mais cedo para impedir a invasão.
Os signatários preveem que, nos próximos meses, a IA será utilizada para realizar ataques cibernéticos cada vez mais complexos. A tendência acompanha o desenvolvimento de modelos capazes tanto de realizar ações ofensivas quanto de proteger sistemas.
Segundo a carta, os avanços atuais da IA já oferecem novas formas de corrigir falhas acumuladas ao longo de anos. O documento afirma que a ação decisiva agora pode tornar o mundo digital mais seguro.


