A Apex Partners, gestora do Espírito Santo com participação de mais de 15% na CVC, enfrenta problemas após inconsistências na operação denominada “Master Capixaba”. O mercado aponta um possível rombo financeiro na casa dos R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão, devido à queda acentuada das ações da empresa de turismo.
A operação, que envolvia a utilização de parte dos R$ 17,5 bilhões sob gestão da Apex Partners, além de fundos de outras entidades ligadas, previa uma garantia de ganho de 100% do CDI ou a valorização das ações da CVC. Contudo, a queda superior a 30% das ações da operadora de turismo desde o início de 2026 inviabilizou o cumprimento dessas garantias.
Agentes do mercado consideram a operação impossível, pois pressupõe risco zero em um ativo de renda variável e em um setor volátil. Essa situação levanta indícios de fraude na garantia para a compra de papéis da CVC. O banco distribuidor, BTG Pactual, rescindiu o contrato de distribuição após o caso vir a público.
Em nota, a Apex Partners informou que identificou “inconsistências financeiras na Companhia” e afastou Fernando Antonio Kulnig Cinelli da presidência e Eduardo Siqueira da diretoria financeira como medida preventiva. A empresa afirmou que está adotando medidas para garantir responsabilização cível e criminal, e Marcelo Murad assumiu a presidência interinamente.


