Uma operação policial deflagrada nesta terça-feira mira uma organização criminosa que aplicava golpes financeiros por meio de um falso banco digital vinculado a uma igreja evangélica. A ação, denominada Golpe da Fé, visa cumprir 38 mandados de busca e apreensão em várias cidades do estado.
As investigações da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) apontam que o líder religioso usava sua posição para obter a confiança de fiéis. Segundo as apurações, ele induzia vítimas a investir em uma plataforma conhecida como “Banco do Pastor”. O delegado Vinícius Miranda informou que o líder usava o púlpito como local de negociação.
Após a captação dos recursos, os rendimentos prometidos deixaram de ser pagos. Os agentes identificaram pelo menos sete registros de ocorrência sobre o esquema. A estrutura criminosa era complexa, envolvendo captadores de clientes, operadores financeiros e pessoas físicas e jurídicas para movimentar o dinheiro.
O quadro societário da empresa do suposto banco digital chamou atenção. O capital social declarado era de R$ 5 milhões, mas alguns sócios não apresentavam capacidade financeira compatível com os valores. Os valores arrecadados seriam direcionados a contas pessoais do principal alvo e a empresas ligadas a ele, incluindo setores de construção civil e consultoria.


