Funcionários do governo dos Estados Unidos orquestraram uma operação de dissimulação para retirar secretamente o presidente americano da Turquia, durante a cúpula da OTAN. O movimento ocorreu após uma ameaça do Irã contra o mandatário e o Air Force One, forçando a mudança de aeronave.
O presidente havia informado publicamente que deixaria a Turquia em 8 de julho em uma versão mais antiga do Air Force One, em vez do Boeing 747-8 doado pelo Catar. Contudo, em vez de permanecer na aeronave, ele foi retirado por meio de um contêiner de serviço de bordo, içado pelo lado oposto da aeronave, segundo um funcionário americano.
Em seguida, o presidente foi levado a um terceiro avião e voou secretamente para o Reino Unido. Os repórteres que acompanhavam a primeira etapa não foram informados da mudança, tornando-se participantes involuntários da encenação. Após chegar ao Reino Unido, ele foi transferido de volta para a versão antiga do Air Force One para seguir para Washington.
O plano foi elaborado rapidamente após as autoridades considerarem a ameaça iraniana crível. Um ex-agente do Serviço Secreto declarou que, em cenários de perigo de combate, a agência emprega medidas de proteção, incluindo o uso de iscas, priorizando a segurança do mandatário sobre a transparência.


