Um grupo de 214 operadoras de saúde de médio e grande porte registrou lucro de R$ 8,5 bilhões no primeiro semestre de 2026. O dado, apresentado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nesta segunda-feira, mostra que o setor mantém tendência positiva, mas ficou aquém dos resultados de 2025.
O desempenho, considerado positivo pela agência reguladora, ficou abaixo dos R$ 11 bilhões consolidados de 2025, mas acima dos R$ 7,4 bilhões de 2024. Washington Alves, gerente de Habilitação e Estudos de Mercado da ANS, explicou que o recuo em relação a 2025 ocorreu porque uma grande operadora realizou um provisionamento voluntário de R$ 2,7 bilhões em fevereiro.
As provisões técnicas foram feitas pela SulAmérica, segundo informações do Banco Safra, por motivos ligados à transferência de reservas da holding para a operadora. No período analisado, as receitas totais do grupo somaram R$ 173,2 bilhões, sendo 89,4% com operações de saúde, enquanto as despesas alcançaram R$ 161,5 bilhões.
A taxa de sinistralidade ficou em 82,2%, um índice superior ao registrado no primeiro semestre de 2025, que foi de 81,3%. O setor atende 43,9 milhões dos usuários totais, que somaram 53,14 milhões em junho.


