Opositores manifestaram indignação com o Procurador-Geral da República por suposto engajamento na defesa do filho do presidente Lula, investigado por tráfico de influência e corrupção. O procurador tentou retirar a relatoria de um ministro do Supremo Tribunal Federal e levar o caso à primeira instância.
Marcel van Hattem, do Novo-RS, classificou a tentativa como um absurdo. Ele relembrou que Paulo Gonet, nomeado pelo presidente, se opôs a julgar casos do dia oito de janeiro. Gonet busca afastar do STF dois dos três inquéritos que apuram o envolvimento do investigado.
A mudança de postura da PGR sobre a primeira instância gerou críticas na academia. Rubens Beçak, professor da USP, juntou-se aos críticos da Procuradoria. Evair de Melo, do PP-ES, avalia que as conexões do filho do presidente com o escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social dificultam a retirada do caso do STF.
Em outro tema, o Partido Liberal projeta ter pelo menos o dobro de senadores em relação ao PT. A sigla busca força na Câmara Alta para impulsionar pautas como pedidos de impeachment de ministros do STF. As previsões mais conservadoras estimam vinte senadores para o partido.


