A Universidade de Oxford deu início ao primeiro ensaio clínico em humanos da vacina BD-Ebov, desenvolvida contra a cepa Bundibugyo do vírus ebola. O estudo visa acelerar a resposta ao surto que atinge a República Democrática do Congo e Uganda, avaliando a segurança e a resposta imunológica em 50 voluntários saudáveis.
O imunizante, denominado ChAdOx1 BDBV, utiliza a mesma plataforma de vetor viral empregada na vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Oxford em parceria com a AstraZeneca. A produção das doses ficou a cargo do Instituto Serum da Índia, que informou ter produzido cerca de 620 mil doses em duas semanas, destinando 4 mil ao ensaio inicial.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a vacina de Oxford como prioridade para testes clínicos no enfrentamento do surto. O desenvolvimento conta com investimento de até US$ 8,6 milhões da Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI). Pesquisadores também preparam estudos clínicos em Uganda, dependentes da aprovação local.
Caso os resultados da primeira fase sejam positivos, Oxford, o Instituto Serum e a CEPI pretendem avançar para estudos em larga escala. O objetivo é disponibilizar o imunizante rapidamente aos países afetados, combatendo a doença, que provoca febre hemorrágica e representa ameaça na África Central e Oriental.

