O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou, nesta terça-feira (25), que não existe tratamento disponível em nenhum país para a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A declaração ocorre após o diagnóstico do aviador e youtuber Lito Sousa, de 59 anos, que enfrenta a condição neurodegenerativa grave.
O Ministério da Saúde informou que estabeleceu contato com a família do piloto e com empresas farmacêuticas que realizam estudos clínicos sobre a DCJ. Segundo Padilha, embora o paciente tenha sido incluído em uma lista de triagem, nenhuma empresa conseguiu oferecer condições ideais de tratamento imediato. O ingresso em protocolos de pesquisa depende de cronogramas específicos e da aprovação da FDA, agência regulatória dos Estados Unidos.
A esposa de Lito Sousa, Mila Seidl, comunicou que o aviador não obteve vaga na Ionis Pharmaceuticals, responsável pelo desenvolvimento do medicamento experimental ION717. A empresa informou que o estudo não aceita novos participantes e não autorizou o uso compassivo da substância, o que descarta o fornecimento do medicamento fora de ensaios oficiais.
Outra possibilidade avaliada foi o Broad Institute, ligado à Universidade Harvard e ao MIT, mas a proposta foi considerada inviável pela família. A instituição ofereceu apenas a inclusão de Lito no grupo de controle de um estudo, o que implicaria o recebimento de placebo. A participação exigiria a mudança da família para os Estados Unidos, sem garantia de acesso ao tratamento real.
O Ministério da Saúde declarou que permanece acompanhando o caso e que as atualizações são repassadas diretamente aos familiares. Até o momento, não há perspectiva concreta de tratamento para o aviador.


