Um padre que atuou na Diocese de Anápolis foi declarado em situação de cisma e excomunhão pela Arquidiocese de Brasília. A decisão ocorreu após o grupo ao qual o sacerdote pertence, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), romper com a Igreja Católica em julho.
A declaração, detalhada em nota pastoral assinada pelo cardeal Paulo Cezar Costa, arcebispo metropolitano de Brasília, aponta que o sacerdote aderiu oficialmente à FSSPX em 5 de abril de 2025. Com o cisma da fraternidade, ele passou a ser considerado excomungado, assim como outros ministros vinculados ao grupo.
A situação se agravou após a FSSPX ordenar quatro bispos em 1º de julho, na Suíça, sem mandato apostólico do papa Leão XIV. O Dicastério para a Doutrina da Fé classificou o ato como cismático e declarou a excomunhão automática dos bispos e dos sacerdotes ordenados. A Arquidiocese afirma que os atos ministeriais do sacerdote são ilícitos, e que absolvições e matrimônios celebrados por ele não têm validade para a Igreja Católica.
A orientação da Arquidiocese de Brasília é que os fiéis não participem de celebrações ou atividades pastorais promovidas na Capela Santo Atanásio, onde o sacerdote exerce atividades. O documento alerta que leigos que aderirem formalmente à FSSPX e rejeitarem a autoridade papal também podem ser considerados cismáticos e excomungados.


