O pai e a madrasta de um menino de 3 anos foram presos na madrugada desta quinta-feira, 6, em Palmas, suspeitos de envolvimento na morte da criança. Os mandados de prisão preventiva foram cumpridos um dia após o pedido ser encaminhado pela Polícia Civil à Justiça, após o laudo do Instituto Médico Legal descartar afogamento.
A prisão ocorreu na residência de um amigo onde os suspeitos estavam hospedados. Ao serem abordados, acionaram a defesa, que comunicou à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) a apresentação para o cumprimento dos mandados. Após os procedimentos no Instituto Médico Legal (IML), um dos suspeitos foi encaminhado ao sistema prisional e a outra pessoa à unidade prisional feminina.
As investigações tiveram início na segunda-feira, 3, quando o pai procurou a polícia para comunicar o falecimento. Inicialmente, ele alegou que a criança havia se afogado na piscina. Contudo, o laudo pericial apontou hemorragia interna, diversas lesões e laceração intestinal, descartando o afogamento. O diretor do IML, Eduardo Godinho, declarou que o estado da criança era incomum, indicando trauma diferente do afogamento.
A defesa dos suspeitos afirmou que o cumprimento da ordem judicial foi voluntário. Além disso, um vídeo gravado no fim de semana da morte mostra o menino dizendo à mãe que não queria ir para a casa do pai, alegando: “Porque ele me bate”. O pedido de prisão preventiva foi protocolado na tarde de quarta-feira, 5, pelo delegado Eduardo Menezes, titular da DHPP.


