Pais nos Estados Unidos estão utilizando modelos de linguagem grandes, como o ChatGPT, para planejar aulas no ensino domiciliar. Essa prática, que já possui regulamentações flexíveis em muitos estados, gera preocupação sobre a qualidade do material e a possível doutrinação do conteúdo.
A utilização de ferramentas de inteligência artificial para criar currículos de ensino domiciliar tem sido notada em vídeos virais. Em um exemplo, pais definiram uma abordagem educacional baseada em preferências pessoais, com aulas de história ocorrendo apenas uma vez por semana, conforme explicado por um dos responsáveis.
A legislação nos EUA permite grande latitude aos pais no que ensinam aos filhos, sendo que 11 estados não possuem regulamentações definidas sobre o tema. Contudo, a tecnologia de IA apresenta riscos. Ao solicitar um currículo evangélico para um aluno, o ChatGPT concordou em integrar a doutrina cristã e uma perspectiva criacionista, sem resistência.
A capacidade da IA de gerar material sob diretrizes ideológicas específicas levanta questionamentos sobre os mecanismos de salvaguarda educacional. O uso dessas ferramentas pode facilitar a inculcação de teorias não científicas ou visões de mundo específicas, sem qualquer contestação do sistema de IA.


