Ao mapear incentivos de 36 países para receber estrangeiros, destinos latino-americanos aparecem no topo, superando na atratividade europeia. Os países vizinhos oferecem benefícios fiscais e programas para nômades digitais, estudantes e descendentes.
O Uruguai, por exemplo, possui residência permanente direta via Acordo do Mercosul. Esse regime tributário concede isenção de rendimentos vindos do exterior por até onze anos. O país também se destaca pela demanda do setor de tecnologia, maior exportador de software por habitante na América Latina.
A Argentina facilita o processo via Mercosul e oferece vistos para trabalhadores remotos. Além disso, disponibiliza as Becas de Integração Regional, bolsas de cerca de R$ 900 mensais para latino-americanos que buscam mestrado ou pesquisa. O Chile mantém o programa Servicio País, que paga profissionais em comunidades rurais com ajuda de custo de aproximadamente R$ 3.500 mensais, somado a seguro saúde e passagens.
Outros destinos apresentam vantagens específicas. A Costa Rica adota tributação territorial, isentando totalmente a renda gerada fora do país, o que atrai aposentados e nômades digitais. A Grécia concede isenção de cinquenta por cento do imposto de renda por sete anos para quem transfere a residência fiscal. A Croácia oferece subsídios de até € 22 mil (cerca de R$ 130 mil) para brasileiros de origem croata abrirem negócios.


