Países da América Latina e do sul da Europa apresentam as ofertas mais generosas de incentivos para atrair estrangeiros, superando nações mais ricas da Europa. Os benefícios variam entre isenções fiscais, programas para nômades digitais e bolsas de estudo, conforme apuração baseada no guia de imigração Viver pelo Mundo.
O Uruguai oferece residência permanente via Acordo do Mercosul e um regime tributário com isenção de impostos sobre rendimentos externos por até 11 anos. O país busca suprir a demanda do setor de tecnologia, que detém a maior exportação de software per capita da América Latina.
Na Argentina, o processo migratório é facilitado pelo Mercosul, com a oferta de vistos para trabalhadores remotos e as Becas de Integración Regional. Estas bolsas pagam cerca de R$ 900 mensais para latino-americanos em mestrados ou pesquisas.
O Chile remunera profissionais e técnicos que atuem em comunidades rurais por meio do programa Servicio País. A ajuda de custo é de aproximadamente R$ 3.500 por mês, incluindo passagens e seguro saúde. Já a Costa Rica adota a tributação territorial, isentando de impostos locais qualquer renda gerada fora do país.
Na Europa, a Grécia concede isenção de 50% do imposto de renda por até sete anos para quem transfere a residência fiscal. A Croácia oferece subsídios de € 22 mil (cerca de R$ 130 mil) para brasileiros de origem croata abrirem negócios, além de isenção de imposto sobre salários por cinco anos.
Portugal, Chile e Austrália possuem benefícios específicos para imigrantes que aceitem residir longe dos grandes centros urbanos. A Islândia oferece bolsas para estrangeiros que estudem o idioma local como segunda língua.
Vistos de talento são disponibilizados pelos Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido, sendo que este último possui condições especiais para profissionais de saúde. França e Suécia também oferecem bolsas por meio da Eiffel Excellence e do Instituto Sueco, respectivamente.


