Um geólogo de petróleo alertou que a crise energética mais séria pode estar ocorrendo sob o solo do Golfo Pérsico, e não apenas no Estreito de Ormuz. O profissional indica que a recuperação da produção de petróleo na região é um processo complexo e de longo prazo.
Art Berman, consultor de energia, afirmou que milhões de barris de petróleo do Golfo Pérsico permanecem parados. Segundo Berman, a produção global já caiu cerca de 10 milhões de barris por dia. Ele disse que a dificuldade reside em restaurar os poços, o que é mais complexo do que apenas liberar a passagem dos navios.
A avaliação de Berman se alinha amplamente ao relatório da Agência Internacional de Energia. A IEA informou em 12 de agosto de 2026 que a produção do Golfo subiu 2,5 milhões de barris por dia em julho, atingindo 23,9 milhões de barris por dia, mas ainda 8,3 milhões de barris por dia abaixo dos níveis pré-guerra.
A Agência de Informação de Energia dos EUA apresentou estimativas distintas. A EIA avaliou a paralisação em média 5,5 milhões de barris por dia em julho. O órgão previu retorno às condições pré-conflito no início de 2027, mas apontou que alguns produtores podem não retomar a capacidade anterior no período projetado.
Berman estima que cerca de 80% dos poços afetados possam voltar a níveis próximos ao anterior em semanas ou meses. Ele previu que parte dessa produção nunca retornará. Analistas como a Wood Mackenzie são mais otimistas, projetando que os campos afetados podem atingir 70% da produção anterior em três meses.

