Os estúdios Paramount exigem que doze estados americanos que se opõem à aquisição da Warner Bros. apresentem uma fiança de quase US$ 1,9 bilhão. O valor visa cobrir perdas financeiras caso o acordo de compra seja adiado, segundo documentos judiciais apresentados nesta segunda-feira.
A disputa envolve a compra do conglomerado de Hollywood, que inclui Warner Bros. Pictures, CNN e HBO Max. Os estados alegam que a aquisição, financiada com recursos petrolíferos do Oriente Médio, diminuirá a concorrência no setor cinematográfico e causará perda de empregos.
A Paramount, liderada por David Ellison, propôs a oferta bilionária. Grupos de mídia temem, ainda, que a independência editorial da CNN passe a ser afetada por interferências da nova estrutura.
A ação judicial apresentada na segunda-feira reflete pressão sobre a Paramount. A empresa será aplicada uma multa diária de US$ 7 milhões aos acionistas da Warner Bros. Discovery se a fusão não ocorrer até o dia 1º de outubro.
Caso um juiz aprove a medida em audiência na quarta-feira, a Califórnia e os demais onze estados, juntamente com o Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos, terão que arcar com o desembolso bilionário se sua ação judicial falhar. O governo federal dos Estados Unidos, a União Europeia e o Reino Unido já aprovaram a operação.


