A Paramount ofereceu a venda da CNN como parte de negociações para resolver um processo antitruste estadual que impede a aquisição da Warner Bros. Discovery. O movimento ocorre em meio à pressão de autoridades de estados, que contestam o negócio de US$ 110 bilhões.
O diretor jurídico da Paramount, Makan Delrahim, informou em uma conferência que a venda da CNN está em consideração. A empresa busca solucionar a ação judicial movida pelo Procurador-Geral da Califórnia e outros onze estados, que alega que a fusão aumentará preços e reduzirá a concorrência em televisão e filmes.
Essa proposta visa mitigar o argumento central do processo, que é a concentração excessiva de poder midiático sob um único controle. A oferta de vender a CNN não encerra o caso, mas serve como um recurso de barganha para facilitar o fechamento do acordo com a Warner Bros. Discovery.
A Paramount já obteve aprovação em órgãos antitruste federais, no Reino Unido, na União Europeia e na China. A disputa, liderada pela Califórnia, é incomum, visto que governadores estaduais raramente contestam fusões já validadas por reguladores federais.
Adicionalmente, a empresa tem discutido a criação de um conselho editorial para a CNN e outras medidas de proteção jornalística, enquanto sinaliza que a mudança da sede para fora da Califórnia pode gerar uma economia anual de cerca de US$ 500 milhões em impostos estaduais.


