A Paramount Skydance busca forçar os estados que atrasam a fusão com a Warner Bros. Discovery a custear as taxas associadas à demora. A empresa solicitou uma garantia de US$ 1,88 bilhão, equivalente a R$ 9,78 bilhões, no processo antitruste.
Procuradores-gerais de doze estados, liderados por Rob Bonta, da Califórnia, moveram uma ação em julho para contestar a proposta de união de US$ 110 bilhões entre as empresas. Os estados alegam que o acordo violaria a Lei Antitruste Clayton, legislação com mais de cem anos que impede fusões anticompetitivas.
Um porta-voz da Paramount informou que a lei federal exige que os autores da ação, neste caso os estados, apresentem uma garantia que cubra prejuízos da interrupção da transação. Segundo a companhia, cada mês de atraso gera custos financeiros substanciais e mensuráveis.
A Paramount já obteve aprovações regulatórias necessárias nos Estados Unidos e em outras jurisdições globais. Contudo, a empresa concordou em adiar a aquisição até junho de 2027, enquanto o processo judicial avança. A companhia já pagou US$ 1,3 bilhão em taxas adicionais irrecuperáveis aos acionistas da Warner Bros. apenas até o momento.
A empresa justifica o valor de US$ 1,88 bilhão como um cálculo direto do potencial máximo de taxas e custos de financiamento gerados pelo litígio. Além disso, a demora de pelo menos oito meses impede a integração e o aumento de investimentos em conteúdo e talentos criativos da empresa combinada.


