As articulações para as chapas eleitorais de 2026 continuam nos bastidores, mesmo após o fim das convenções partidárias em cinco de agosto. O processo só se encerra com o registro dos candidatos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com prazo final às 19h de 15 de agosto.
O calendário eleitoral permitiu que as convenções ocorressem entre 20 de julho e cinco de agosto. Contudo, o TSE admite que as executivas partidárias possam delegar a definição de nomes e alianças até o limite de registro, desde que haja previsão formal na ata da convenção. A troca de candidatos, no entanto, só é permitida em situações previstas em lei, como renúncia, morte, cancelamento ou indeferimento da candidatura.
O período extra favorece partidos que precisam concluir negociações ou preencher vagas, especialmente em cargos de vice-governador e suplentes ao Senado. No cenário presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) buscará novo mandato com Geraldo Alckmin (PSB) como vice, repetindo a aliança com PT, PCdoB, PV, PSB, PDT e Federação PSol-Rede. Outra chapa confirmada é a do PL, com Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência e Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice.
Entre as candidaturas competitivas, Ronaldo Caiado (PSD) terá Gilberto Kassab como vice. Outras legendas registraram candidaturas, como a Unidade Popular, que indicou uma chapa totalmente feminina, e o Novo, que lançou Romeu Zema com Eduardo Girão. O Mobiliza optou por não lançar candidatura própria, mantendo-se neutro.


