A definição dos números de candidatos em partidos brasileiros gerou disputas internas, como no PT e no PL. A escolha é estratégica para os eleitores, e a decisão final cabe à direção de cada legenda, respeitando critérios legais.
No Rio de Janeiro, o PT enfrentou divergências sobre o número 1313 para deputado federal. Os candidatos Lindbergh Farias e Marcelo Freixo criticaram as decisões internas, alegando falta de democracia. A definição foi mantida pela representação da Executiva Nacional da sigla.
Já no Distrito Federal, a disputa pelo número 22.222 para deputado distrital envolveu Roosevelt Vilela e Eduardo Torres, do PL. O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal negou a preferência de Vilela, afirmando que a autonomia dos partidos prevalece nas definições políticas internas.
A lei eleitoral determina que os números devem conter o código do partido e algoritmos específicos. Os partidos devem atribuir esses números nas convenções estaduais, seguindo critérios próprios, como o histórico de uso ou acordos internos. O desembargador Néviton Guedes defendeu que a escolha é um aspecto político essencial.


