O pastor Silas Malafaia afirmou que é alvo de perseguição política e religiosa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A declaração ocorreu após a corte formalizar, na terça-feira, a abertura de ação penal contra o líder religioso por injúria contra o Alto Comando do Exército.
A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. O processo teve início com uma representação feita pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva, após um discurso do pastor realizado na Avenida Paulista no ano passado. Em seis de abril de dois mil e vinte e cinco, Malafaia proferiu, do carro de som, críticas aos generais de quatro estrelas, chamando-os de “cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos”.
A Primeira Turma do STF tornou Malafaia réu em abril deste ano, rejeitando, contudo, a parte da denúncia que o acusava de calúnia. O entendimento de Cristiano Zanin, com apoio de Cármen Lúcia, permitiu o processamento do evangélico apenas pelo crime de injúria. Alexandre de Moraes e Flávio Dino ficaram vencidos na ocasião.
Em sua defesa, Malafaia contestou a acusação, dizendo que nunca citou o nome do comandante e que fez uma crítica de forma genérica. Ele questionou ainda o envio do caso ao STF, visto que não possui foro privilegiado, e indagou sobre a relação do episódio com o inquérito das notícias falsas.


