A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou a Operação Mão Fantasma para desarticular uma associação criminosa. O grupo aplicava fraudes eletrônicas e lavava dinheiro, usando técnica de spoofing para mascarar mensagens de texto em contas bancárias. A ação ocorreu na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A investigação, conduzida pelo Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF/DEIC), identificou o esquema. Os criminosos enviavam SMS fraudulentos utilizando o número institucional da instituição financeira. Essa técnica permitia que a mensagem aparecesse no histórico legítimo da vítima, aumentando a aparência de autenticidade.
O golpe levava a vítima a clicar em um link e fornecer códigos de autenticação. Com esses dados, os integrantes do grupo acessavam as contas e movimentavam os recursos. O dinheiro era rapidamente distribuído para dezenas de contas de terceiros, conhecidos como “laranjas”, dificultando o rastreamento.
Foram cumpridas vinte e três medidas cautelares, incluindo onze mandados de prisão temporária e onze mandados de busca e apreensão domiciliar. As ações ocorreram em Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, mobilizando policiais de Goiás e do estado fluminense.
O delegado Thiago César de Oliveira Silva, responsável pela operação, informou que o grupo aprimorou técnicas de engenharia social. A ofensiva policial também visou o patrimônio da organização, com ordens de bloqueio e sequestro de bens e valores para buscar o ressarcimento das vítimas.

