O número de pedidos de itens geek e gamer no comércio eletrônico brasileiro cresceu 68% nos últimos 12 meses, enquanto o faturamento avançou 29%, segundo levantamento da Nuvemshop. O desempenho indica que os consumidores estão comprando com maior frequência, embora o valor médio das transações seja inferior à média geral da plataforma.
O ticket médio dos produtos da categoria ficou em R$ 256,70, valor abaixo dos R$ 274,88 registrados na média geral da Nuvemshop. A diferença reflete a diversidade de preços, onde itens como Funkos e camisetas são adquiridos diversas vezes ao ano, enquanto produtos de maior valor, como cadeiras gamer, possuem menor frequência de compra.
As cadeiras gamer lideraram o faturamento, mas os Funkos e colecionáveis ocupam a primeira posição em quantidade de unidades vendidas, seguidos por produtos gamer gerais e acessórios para consoles Xbox e PlayStation. A entrega gratuita foi utilizada em 42% dos pedidos do setor, dez pontos percentuais acima da média geral de 32% da plataforma.
A 13ª edição da Pesquisa Game Brasil (PGB) 2026 aponta que 75,3% dos brasileiros consomem jogos digitais. O público é composto por 36,5% de integrantes da geração Z e 54,9% de pessoas da classe média. O smartphone é a plataforma preferida de 40,8% dos consumidores, seguido por consoles (24,7%) e computadores (20,3%).
Apesar da expansão, as vendas seguem concentradas. Menos de 10% das lojas do segmento, classificadas como top sellers, respondem por quase dois terços dos pedidos. Paralelamente, dados da Serasa com a Gamers Club indicam que 77% dos jogadores gastam até R$ 250 por mês com jogos digitais.
O Brasil figura entre os maiores mercados mundiais do setor. Estimativas baseadas em dados da Newzoo apontam que o país movimentou cerca de US$ 2,8 bilhões em receita em 2025, com um total de 123,3 milhões de jogadores ativos.

