O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, criticou nesta segunda-feira (31) a aquisição de um imóvel de 6,3 milhões de euros pela Comunidade de Madrid. O apartamento, destinado à presidente regional Isabel Díaz Ayuso, teria sido comprado sob a justificativa de servir como escritório temporário, embora a propriedade seja legalmente limitada ao uso residencial.
Sánchez afirmou que a presidente regional tentou comprar uma cobertura de luxo com o dinheiro dos contribuintes de Madri para morar no local. O chefe do Governo declarou que a gestora foi flagrada na tentativa durante entrevista concedida à imprensa local.
A polêmica envolve a natureza do imóvel adquirido. Segundo a apuração, a propriedade só pode ser utilizada como moradia, o que contraria a justificativa oficial de que o espaço funcionaria como uma repartição de trabalho para Ayuso.
O caso gera desgaste na imagem da presidente da Comunidade de Madrid há um mês. O valor da transação, de 6,3 milhões de euros, é o ponto central das críticas feitas pelo governo central.
Sánchez adotou tom de confronto ao responder sobre o assunto. Ele associou a compra do imóvel ao uso indevido de verbas públicas para benefício pessoal da governante regional.


