O presidente do Governo, Pedro Sánchez, defendeu nesta segunda-feira (31) o ex-chefe do Executivo José Luis Rodríguez Zapatero, investigado pela Audiência Nacional por presunto tráfico de influências. O caso envolve a concessão de um empréstimo de 53 milhões de euros para a companhia aérea Plus Ultra.
Sánchez afirmou que a trajetória e o legado de Zapatero exigem a defesa da presunção de inocência. Segundo o presidente, a atuação de ex-chefes de Estado em ações de mediação, influência ou lobby é uma tônica geral em democracias, ocorrendo não apenas na Espanha, mas em grande parte do mundo.
Sobre a relação direta com a empresa, Sánchez assegurou que Zapatero jamais intercedeu junto a ele em nome da companhia aérea Plus Ultra.
O presidente aproveitou a ocasião para manifestar apoio a outras pessoas próximas e instituições. Ele defendeu a esposa, Begoña Gómez, que está prestes a ir a julgamento, e o irmão, David Sánchez, que já foi condenado.
Sánchez também mencionou o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), afirmando que a sigla não se financiou de maneira irregular.


