Um estudo publicado aponta que a pelve masculina do Neandertal possuía características mais próximas às de mulheres humanas. A pesquisa, que analisou ossos, sugere que os humanos modernos são a exceção evolutiva em certas mecânicas de locomoção.
Os Neandertais eram hominídeos arcaicos robustos. Eles atingiam alturas comparáveis aos humanos europeus pré-industriais e possuíam um índice de massa corporal similar ao de pessoas nos Estados Unidos e Canadá no século vinte. Uma diferença anatômica notável reside nos quadris.
A pelve masculina do Neandertal era cerca de 30% maior que a de homens atuais, apresentando semelhança com quadris femininos. Biólogos reexaminaram dois quadris quase completos, comparando-os a dezenas de ossos de humanos, e passaram a considerar que a humanidade representa a exceção evolutiva, e não o Neandertal.
A principal distinção está nas articulações do quadril masculino humano, que se situam mais à frente no anel pélvico. Essa geometria altera a mecânica bípede humana, permitindo que músculos da coxa absorvam impacto e armazenem energia durante a caminhada. Essa capacidade otimiza o deslocamento de longa distância.
Segundo Ella Been, coautora do estudo e anatomista do Ono Academic College, a compreensão dessas mudanças esqueléticas auxilia em prevenção de lesões e pesquisa robótica. Os detalhes da anatomia Neandertal oferecem perspectiva para o entendimento do corpo humano moderno.


