O Departamento de Defesa dos Estados Unidos ordenou que trinta universidades auditem suas parcerias de pesquisa estrangeiras. A medida visa proteger o financiamento público contra transferência de tecnologia não autorizada e exploração adversarial, conforme anunciado pelo Pentágono.
A diretriz exige que as instituições revisem vínculos com cento e trinta organizações internacionais, sendo a maioria chinesa. Universidades que não encerrarem parcerias problemáticas em duas semanas podem perder a elegibilidade para verbas federais futuras.
Emil Michael, subsecretário de guerra para pesquisa e engenharia, afirmou que o Departamento de Guerra não tolera parcerias acadêmicas que comprometam a segurança nacional. Embora a ordem não especifique as escolas selecionadas, um funcionário americano disse a um veículo de comunicação que Harvard, o Massachusetts Institute of Technology e a Johns Hopkins University estão entre as afetadas.
A ação faz parte de um esforço maior contra a influência chinesa nos EUA. O Pentágono identificou oitenta e oito das cento e trinta instituições em território chinês, além de locais na Rússia e no Irã. A lista, atualizada anualmente, foi estabelecida sob a Lei de Autorização de Defesa Nacional de dois mil dezenove.
Observadores apontam que o rigor pode politizar a colaboração acadêmica e afetar a competitividade científica americana. A embaixada chinesa em Washington declarou que se opõe à “politicização de trocas científicas e acadêmicas normais”.


