O Pentágono ordenou que trinta universidades americanas realizem auditorias em seus laços financeiros e de pesquisa com entidades estrangeiras. A medida visa prevenir a exposição de pesquisas sensíveis ou controladas para o exterior e garante a continuidade do financiamento federal.
O Departamento de Defesa estabeleceu tolerância zero para parcerias acadêmicas que comprometam a segurança nacional. Segundo Emil Michael, Subsecretário de Guerra para Pesquisa e Engenharia, as instituições que recebem verbas de contribuintes americanos devem manter altos padrões de segurança na pesquisa. Os resultados dessas auditorias devem ser enviados ao Departamento de Defesa até 31 de agosto.
As universidades devem criar planos para reduzir ações que violem protocolos de segurança nacional e, se necessário, encerrar parcerias problemáticas. O escopo das auditorias abrange entidades listadas na Seção 1286 da Lei de Autorização de Defesa Nacional do Ano Fiscal de 2019, que inclui 130 instituições na China, Rússia e Irã.
Um relatório apontou que a Universidade Harvard não protegeu colaborações de pesquisa com instituições chinesas, com pesquisadores da universidade tendo coautorado mais de cento e quarenta publicações com grupos chineses. Além disso, a instituição recebeu mais de 600 milhões de dólares da China sob o sistema federal de divulgação de presentes estrangeiros.
A exigência segue um contexto de preocupação com a influência externa, já que a China utilizou dados de modelos de inteligência artificial dos EUA para treinar suas capacidades de defesa. Diversos centros Confúcio em universidades americanas já foram fechados devido a preocupações com o financiamento ligado a Pequim.


