Cinquenta anos após o falecimento de Juscelino Kubitschek, análises técnicas concluíram que o presidente foi vítima de atentado político durante a ditadura militar. Comissões da Verdade e uma perícia especializada refutaram a tese inicial de que a morte ocorreu em um acidente de trânsito em agosto de 1976.
As Comissões Estaduais da Verdade de São Paulo e Minas Gerais, junto à Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, esclareceram que o ocorrido não foi uma fatalidade. Um engenheiro especialista em transportes, que reexaminou laudos de 1976 e 1996, desmontou a narrativa de colisão com ônibus.
O trabalho técnico, que incluiu simulações em três dimensões, rejeitou a hipótese de colisão prévia ao descontrole do veículo. Segundo o engenheiro, as conclusões anteriores das Comissões da Verdade basearam-se em laudos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli considerados imprestáveis, configurando conclusões equivocadas.
O relato inclui depoimentos de época, como o de um motorista do ônibus envolvido, que afirmou ter recebido proposta de dinheiro para assumir a culpa da tragédia. Pesquisas mais recentes também mencionaram que o Opala periciado em 1996 possuía chassi diferente do veículo utilizado no acidente original.

