Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (20) aponta que mais de cento e cinquenta carteiras na casa de apostas Polymarket podem ter utilizado informações internas das Forças Armadas dos EUA. O estudo, feito pelo grupo Anti-Corruption Data Collective (ACDC), levanta preocupações sobre o risco de sinais exploráveis por adversários estrangeiros.
O ACDC analisou mercados liquidados até cinco de maio para identificar apostas de baixa probabilidade, definidas como investimentos de pelo menos US$ 2.500 feitos em uma hora ou menos em resultados com probabilidade de 35% ou menos. Nesse levantamento, o grupo identificou quinhentas e cinquenta e seis carteiras, apelidadas de “Orcas”, que demonstraram táticas de apostas precisas.
Deste grupo, cento e cinquenta e dois negociadores apresentaram sucesso notável em mercados militares e de defesa, acumulando US$ 8 milhões em ganhos. A plataforma Polymarket, fundada em dois mil e vinte, afirmou possuir controles rigorosos e encaminhou dezenas de carteiras suspeitas às autoridades.
A pesquisa também indicou que negociações militares parecem atrair apostas de imitação feitas por grandes investidores e robôs de negociação automatizada. David Szakonyi, cofundador do ACDC, declarou que grandes operadores e robôs copiam sinais de possíveis negociações baseadas em informações privilegiadas.
O Departamento de Defesa não comentou sobre o assunto. Um porta-voz da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) informou que o órgão regulador fiscalizará condutas ilícitas no setor, tendo apresentado acusações em pelo menos três casos.

