Uma pesquisa do Instituto QualiBest mostrou que sessenta e nove por cento dos consumidores temem adquirir medicamentos falsificados pela internet. A sondagem, encomendada pela Abrafarma, ouviu dois mil vinte e quatro pessoas que compram remédios em casa e indicou receios com procedência e validade dos itens.
Os entrevistados apontaram as plataformas de venda online como responsáveis pela oferta de produtos sem registro ou de procedência desconhecida, segundo o estudo. Além da falsificação, cinquenta e nove por cento temem receber medicamentos vencidos ou mal armazenados, enquanto cinquenta e quatro por cento citam o risco de produtos sem registro na Anvisa.
A maioria dos consumidores acredita que a comercialização digital de medicamentos deve estar vinculada a farmácias ou drogarias autorizadas, avaliado por oitenta e dois por cento dos respondentes. Os dados mostram que novecentos e cinquenta por cento dos entrevistados já compraram pela internet, mas sessenta e nove por cento relataram ter tido experiências negativas.
Em agosto, a Anvisa revogou restrições à venda de medicamentos em grandes plataformas de varejo. A agência esclareceu, contudo, que isso não é autorização automática, e a Lei nº 15.357/2026 permite que farmácias usem canais digitais apenas para logística, dependendo de regulamentação específica.
O diretor Daniel Pereira, relator da matéria, afirmou que a medida pode ampliar o acesso a remédios, mas ponderou que a inovação legislativa não elimina riscos sanitários. O CEO da Abrafarma, Sérgio Menna Barreto, reforçou que a compra online exige regras claras e supervisão profissional.

